A onda da vida desmorona nossas construções
Abalo temporário de nossos Conceitos , Feitos, relações
A onda da vida traz o choque com nossas crenças
Leva ao chão nossas solidificações
Mas, logo, a mente pra se tranquilizar
Refaz suas crenças
Em novos feitos e conceitos
Os alicerces são refeitos
E a mente se cala
Até que novamente a onda da vida vem e
Leva ao chão o que se fez
Mas, logo, a mente pra se tranquilizar
Refaz suas crenças
Em novos feitos e conceitos
Os alicerces são refeitos
E a mente se cala
As ondas são as expressões
Do mar que nos cerca
A vida realmente existe
Além dos horizontes humanos
Em busca da onda perfeita
Branda e suave para me banhar
Grande e selvagem parar eu surfar
Eu percebo que não adianta buscar e nem desejar
Porque a onda quebra a partir da expressão do mar
E lutar contra a onda, é ir contra si mesmo
Até que as ondas passam por cima de nós
Nos desequilibrando da prancha
E a vontade de dar a volta por cima
Se confunde com o medo de errar
Tudo isso não passa de marcas
Que não cicatrizaram
Poemas e músicas em colaboração com o grupo do Espiritualismo Ecumênico Universal
sábado, 29 de setembro de 2012
Moço
Moço
Eu te falei que é pra não se preocupar
Com essa história de querer realizar
Pois essa luta eu já sei onde vai dar
Melhor é suportar e não desanimar
Pois o teu sonho não tem onde sustentar
Pra que comece a andar
Tem que se levantar
Moço
Eu já falei e não me canso em repetir
Que é pra ver se você faz alguma coisa
Pois nessa vida o que importa é ser feliz
Melhor se desarmar e veja como está
A sua vida que você quer tanto melhorar
Tudo que precisa
Já está no devido lugar
Levante e comece a caminhar
Olhe pra você
Silencie o querer
Haja o que houver
Venha o que vier
Mas se você não conseguir
Procure alguém com quem dividir
Eu não estou aqui pra te julgar
Que tal a gente apenas conversar
A Indiferença
A indiferença sabe conviver com as diferenças,
Acolhe os impares e os pares, sabe tratar com igualdade.
Alheia as crenças, além das cercas que separam ideais,
A indiferença traz humildade, não se sente diferente dos demais,
Nem superior e nem inferior, não se compara com os outros iguais.
A indiferença vê com os olhos da neutralidade,
e sabe vê o mundo em sua real totatilidade,
e não como fragmentos pessoais da nossa pequena identidade.
A indiferença não vê pecados, e na sua essência é bem vinda por todos os lados.
A indiferença abre a porta, recebe todos sem distinção
Pra o banquete da comunhão
A indiferença é minha meta,
Em linha reta sou como a flecha
Pro alvo que me liberta.
Do Lado de Fora do Filme
Humanidade aflorada
A pele com cheiro de morte
Desabou no encanto
E as células choram
Sem saber permaneço intacto
Dentro dos olhos que tocam a tela
Do lado de fora do filme
Do lado de dentro do tempo
na onda do som que invade
Do lado da forma em um só espaço
Vou seguindo
Cantando e rindo
Do lado de fora do filme
Dentro de um mesmo time
É Perfeito Como Está
No mundo que vivemos
Conhecemos tantas regras
Que ditam o necessário
Ser o que devemos ter
Como um bando de fantoches
Controlados por sistemas
Esperamos liberdade
Em troca de objetivos
Que resolva o egoísmo
Mas não há o que resolver
É perfeito com está
É só observar
O tempo todo
Sem nos envolver
E aos poucos acordar
O universo é a casa
De todos nós
Gente como a gente
Gente como a gente
Que anda, que pensa que faz
Que sobrevive e se satisfaz na imensa solidão que sente
Brisa que constrói o alicerce do nada
Fala que modula a experiência do ser
Alma que aprende no reencontro do alvorecer
Nao vive ditando o que é necessario
Se move com a simples pisada do ser
Vai direto, vem de reto
É puro, é belo, é tudo aquilo que queremos viver
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