sexta-feira, 3 de maio de 2013

o que sou



Am                                       C
como a minha mente me engana
G                    D/F#    
me alerta
Am                    C
soa o alarme e tudo diferente
G                    D
mas igual outrora
Am            C
nada falta, nada sobra
G                         D
sempre na hora certa
Am                            C
um desvio, um solavanco
G                                  D
mil dimensões em mim
G               
e o que sou?
F#/A#        B
Sou não dialético
C           D
Sou dialético
            Em
Reto e torto
            A
Vivo e morto
              C
Tonto e besta,
       D                        G
Andando por aqui

Pulsos


D
Uma força
Dmaj7/A
Um impulso
G
Um pulso

D                            Dmaj7/C#
O que acontece parece real
        Bm      G
E o resto, sonho

        A
Um sopro
                           D/G
Um monte de expectativas
                  Dm/F
Um desespero sem razão
         A      
Um monte de papo
             D/G
Sobre a vida e a morte
                  Fmaj7
E sobre a morte em vida
                     G
Sobre o que ser ou não ser
         F
O poder de poder
             E
Sem poder escolher

quinta-feira, 2 de maio de 2013

A estranheza é sempre novidade

A minha fé é o meu amuleto
É a minha angústia
É a minha bússola

As minhas verdades me aprisionam
Me pressionam
Me testam ao limite

As sensações variam
De ausentes a super-presentes
As vozes gritam e se calam

O coração bate, bate forte
E a respiração se mistura ao vento

Memórias viram mensagens
De alerta, de medo, de desejo

A felicidade e a tristeza
Se misturam, se dissolvem
A estranheza é sempre novidade

Será que é disso que preciso?


É preciso superar os limites
Para que a mágica aconteça
É preciso superar os desafios e as barreiras
Para que a realidade se transforme

É preciso coragem para observar os destroços
E recomeçar

É necessário o medo para se libertar
É necessário o desejo
Para se livrar dele

É preciso visão pra não perder os objetivos de vista
E memória para lembrar das trombadas

É preciso o mergulho e o impulso
Para romper a superfície
Para adentrar outros ambientes
Outros mundos, outras realidades

É necessária a abstração
Para compensar a nossa falta de sensibilidade

São necessários conceitos para
Fingirmos dar sentido a vida.

André Zuin

Eu mudo

O que sou
Não dá para explicar
O silêncio é tão bonito

Onde vou
Não tem como chegar
Os mapas só complicam

O que é
O que deve ser
Seria melhor calar?

Onde o querer
É só mais um
Dos sons que me invadem

O meu saber
Só é mais uma
Das minhas verdades

Em deixar ser
Não há mal algum
Viver a realidade

André Zuin