domingo, 20 de maio de 2012

A Caça do Saber



A caça do saber

Pisei na armadilha do desconhecido.

Atolado em verdades que me sussuram o porvir,

Entorpecido pelas dúvidas

A trôpegas passadas por crer,

Que algo ainda pode ser feito,

Que algo ainda pode ser dito.
 

Cai, cai!

Vai ao chão e se desfaz

Impulso febril do controle,

Desejo infantil da conquista,

Vício infame do querer.

 
Eu me convenço.

Me desiludo.

E sigo.

 
Despido de mim no baile a rigor das conveniências

Riu do eu

Que envolto pelos vultuosos véus da ilusão,

Guia-me com seu silencioso hino de louvor ao eterno.


Ai de mim!

Ser imortal travestido com mentiras,

Temente em aceitar,

Que há algo,

Muito aquém de mim,

Que ama o todo como tal.

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