domingo, 24 de fevereiro de 2013

Um café me mudou


Estava eu
Numa manhã até com sol
E despedido de minha cor
Estava eu, numa manhã sem ver o sol
E tudo não se resolvia dentro do círculo
De paredes incolores, sem cor
Estava eu, a perturbar as gotas de paz
Observando querer resolver
Como eu, resolvendo o não cuidado?
Pois, eu, estava no controle dos comandos vazios
Destes que comandam só a cor
Estava eu, no imaginário de qualquer construção
Visando a própria dubiedade
E esquecendo mesmo da cor
Pois na minha mão havia apenas uma xícara
E dentro apenas um café
Que aguardava, ansiosamente, que o visse
Assim, o vi, e assim consegui me ver
Mesmo sem cor

Anderson DF

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